Considerar a criança como um espírito em evolução, cujas diferentes capacidades devem ser estimuladas a fim de alcançar o desenvolvimento integral é o trabalho diário de nossa creche.

     A Creche “Ismênia de Jesus” atende em período integral (07h às 17h) cerca de 320 crianças, do Berçário ao Jardim, inteiramente gratuitos, oferecendo às crianças quatro refeições diárias.
     Este setor conta com a dedicação de psicóloga, pedagoga, professoras e auxiliares de educação, remuneradas, que proporcionam às crianças, orientação didática, recreação, higiene, alimentação e todos os cuidados necessários ao seu desenvolvimento; recebendo ainda Orientação Doutrinária adequada a cada faixa etária.
     Também são realizadas junto às crianças, atividades de lazer como passeios à praia, Aquário, Zoológico de São Paulo, Shows, Teatro, Dança, Jogos e aulas de Artes.
     Em todos os finais de ano, é realizada a tradicional “Festa de Natal”, onde se aborda o verdadeiro significado do Natal, as crianças enfeitam as salas com trabalhos artísticos feitos pelas mesmas e professoras.
     Depois de servido o lanche, são distribuídas sacolinhas, montadas por colaboradores da comunidade, contendo brinquedos, roupas e calçados.

      Um dos enfoques do trabalho assistencial em moldes espíritas é o atendimento à criança carente, sócio economicamente considerada. Ao trabalharmos com a família na obra assistencial, não podemos nos esquecer de reforçar-lhe que o espírito, recém ingresso no corpo, reclama bases sólidas para apoiar-se e reconstruir-se num sentido integral: físico, psíquico, social e espiritual.
      Os Espíritos vêm nos orientando acerca da relevância dos sete primeiros anos na formação do caráter e da personalidade dos pequenos. Assim o que lhes passarmos nessa faixa etária, por certo, encontrará mais receptividade em seu interior, constituindo-lhe mais tarde o acervo que permanecerá arquivado como conquista eterna, porque espiritual.
      Em virtude do meio em que vive a criança na família assistida pelo serviço assistencial, reclama ela um atendimento mais especializado, pois as condições ambientais - pobreza extrema, higiene precária, transmissão de hábitos inadequados, entre outros são indicadores de um tipo de orientação e acompanhamento específicos que não podem deixar de ser levados em conta. se quisermos atender eficientemente às suas necessidades.
     Atividades de ordem física, em que a criança aprenda a valorizar o próprio corpo, desenvolvendo hábitos de higiene consigo mesma e com o ambiente, conscientização de importância dos órgãos dos sentidos e as incontáveis possibilidades de uma saudável utilização deles devem constituir itens de um programa para o carenciado.
     Além do mais, trabalhar o cognitivo, o intelectual exercitação do cérebro bem como um ajustado relacionamento interpessoal, no lar, na obra, na escola, onde quer que ela se encontre, pensamos como indispensáveis no trabalho junto ao menor carente. Certamente, estas atividades deverão vir acrescidas da reflexão e do estudo Doutrina Espírita e Evangelho de Jesus, de acordo com cada faixa de idade.
     O trabalho espírita reclama, desta forma, um preparo maior do voluntário que se engajar na obra assistencial. Não falamos em títulos acadêmicos, pois não estamos preocupados com eles, mas, sim, com pessoas realmente interessadas, auto-motivadas e preparadas para o trabalho de reconstrução do homem integral.
     Todos sabemos que Doutrina Espírita é cultura porque os livros que constituem a obra kardequiana é o tratado mais completo, uma vez que toca nas três áreas do conhecimento humano: Ciência, Filosofia e Religião. Assim, está longe o tempo em que nos preocupávamos tão-somente com o “sermos bonzinhos”. O aprimoramento do homem se dá através do cultivo das "duas asas”: do coração e a da sabedoria, como bem assinalam Néio Lúcio, Emmanuel e tantos outros amigos espirituais.
     Se nos propusermos a auxiliar o outro - e este é, sem duvida, o empreendimento mais notável e grandioso que podemos realizar no campo do espírito – julgamos indispensável que nos capacitemos para tanto. Sem este preparo será difícil realizarmos essa tarefa num mundo em constante mutação e, além do mais, estaremos relegando a plano secundário o aspecto atualidade com que a Doutrina Espírita se inscreve na cultura de nosso tempo.